A Nintendo of America obteve uma vitória expressiva nos tribunais norte-americanos contra Ryan Michael Daly, responsável pelo negócio Modded Hardware. Um juiz condenou-o a pagar 2 milhões de dólares em indemnizações e aplicou-lhe uma ordem judicial que o retira, de vez, do mundo do modding.
O caso centrou-se na venda de dispositivos que contornavam as proteções da Nintendo Switch e abriam a porta à pirataria. Entre eles estava o MIG Switch, que transformava a consola numa autêntica biblioteca clandestina, e o MIG Dumper, usado para copiar cartuchos para o computador. Daly oferecia ainda modchips, consolas já alteradas, serviços de instalação e até títulos piratas diretamente — um verdadeiro pacote “faça você mesmo a ilegalidade”.
O tribunal considerou-o culpado de violar o Digital Millennium Copyright Act (DMCA) e a lei de direitos de autor. Além da multa milionária, Daly fica proibido de voltar a vender, possuir ou sequer aproximar-se de produtos ligados a modding ou pirataria. Até o seu site passará para as mãos da Nintendo, e todos os dispositivos ilegais serão apreendidos e destruídos.
Para a Nintendo, estas ferramentas representam “danos significativos e irreparáveis”, não só por facilitarem a pirataria em larga escala, mas também por minarem a confiança dos consumidores.
Este caso é uma das ações mais duras já vistas contra o mercado paralelo de modificação de consolas. E a mensagem da Nintendo é clara: brincar com a Switch é aceitável, mas brincar com os advogados da Nintendo… é pedir problemas de 2 milhões de dólares.
Ainda nem sabia falar como deve ser e já passava horas em frente ao meu velhinho 386. Hoje, continuo o mesmo: um fervoroso apaixonado por videojogos e por tudo o que lhes diz respeito.
