Uma das grandes apostas da PlayStation para este ano foi desenvolvida pelo UltiZeroGames, um estúdio chinês que tenta dar uma nova visão sobre os videojogos de ação/aventura com alguns elementos de RPG.
Lost Soul Aside é uma aposta que tinha bastante potencial, não só pelo género em si, como por ter a máquina da PlayStation por trás como publicadora. O resultado final não é divinal, mas também não é aquele que pintam.
Ainda não tinha iniciado o jogo e já tinha lido e visto várias críticas sobre o mesmo, o que me deixou de pé atrás. No entanto, como em tudo o que acontece hoje em dia nesta indústria, facilmente se ama ou se detesta alguma obra. Felizmente, e após algumas horas, percebi que esse hate era, a meu ver, desproporcional.
Um dos pontos fortes do jogo está no combate. Não sendo nada de inovador, e fazendo lembrar títulos como Devil May Cry, consegue ser bastante satisfatório, pois vamos descobrindo novas combinações, armas e poderes. As lutas com os bosses são especialmente épicas e desafiantes, e requer que tenhamos o conhecimento das várias habilidades do nosso Kaser.
Falando nela, a história, por outro lado, não é muito interessante. Além de introduzir um mundo que custa a entrar, a própria premissa é algo genérica e desinspirada. No entanto, tendo em conta o ponto anterior sobre o combate, acabei por continuar a desfrutar do jogo, não lingando muito à narrativa, e sempre em busca de novos inimigos e poderes para desbloquear.

A nível técnico, o Lost Soul Aside foi lançado com alguns bugs e problemas na performance. Ainda joguei algumas horas nesta condição, o que não foi, de todo, agradável, mas foi posteriormente lançada uma atualização que melhorou bastante muitos dos erros ou falhas que o jogo ainda apresentava. Claro que é sempre criticável quando um jogo é lançado com este tipo de problemas, mas também é de louvar a rapidez com que o estúdio lançou uma patch para melhorar a experiência do jogador.
Nesse sentido, o jogo é visualmente interessante, apesar de ter algumas áreas algo vazias. Por contraste, tem algumas zonas bastante bonitas e fora do comum. A nível sonoro, também tem uma óptima banda-sonora, sendo que o voice-acting inglês é um pouco ao lado em alguns dos personagens. No entanto, as vozes em chinês encaixam melhor, mas poderá não ser para todos os jogadores.

Em suma, creio que é um jogo que ainda será valorizado mais tarde. Teve alguns problemas no lançamento e teve o azar de entrar na bolha de hate que é cada vez mais comum nesta indústria. Espero que o tempo mostre que Lost Soul Aside é, e manteve-se, um bom jogo.

Lost Soul Aside acaba por ser um bom jogo, apesar de ter várias falhas. O excelente combate, que é o prato principal do menu, torna a experiência gratificante e que vale a pena experimentar, para quem gosta deste estilo de jogos. Tivesse uma história melhor, menos falhas técnicas e personagens mais memoráveis, podia ter sido um jogo fabuloso. Quem sabe, numa eventual sequela.

Descobriu os videojogos através do Game Boy mas foi com a PlayStation 2 que percebeu a importância desta arte. Enorme fã de RPGs e jogos de plataformas, acha que o Final Fantasy X é a perfeição em formato jogável.
