Se pensavas que o mundo subterrâneo de Donkey Kong Bananza já tinha dado de tudo, segura-te: o DLC DK Island & Emerald Rush dá-te uma desculpa para voltar ao jogo, com um novo desafio que te vai desafiar durante muuuuuiiiiiito tempo.
Se estás a ler este texto, há uma boa probabilidade de teres adorado o jogo Donkey Kong Bananza e vieste aqui curioso para saberes se vale a pena investires neste DLC. Fazes bem em vir aqui ler, porque vou-te contar tudo…
PS: Se por acaso, não jogaste o jogo base, fica sabendo que é um jogo incrível. Espreita a nossa review aqui.
Este DLC introduz dois modos, “DK Island” é um modo de exploração relaxada e “Emerald Rush” é um modo bem mais intenso, ao estilo roguelike.
Em DK Island, tens acesso à ilha da familia Kong, onde podes vaguear livremente visitar locais nostálgicos (de jogos antigos de DK), descobrir novos níveis de bónus (daqueles onde podes ganhar muito ouro), decorar a ilha com estátuas e claro destruir toda a ilha. No meu caso, usando a minha transformação Bananza preferida e sugando toda a ilha,
Emerald rush é o verdadeiro motivo para adquirir este DLC. É um modo de jogo completamente diferente do que tens no jogo base. Serás desafiado a percorrer as várias camadas, e recolher um novo minério de esmeralda. Tudo isto sob pressão da contagem do tempo, quotas de minério a atingir, e impulsos constantes para seres mais eficiente a cada run.

Comecei este DLC com uma dose de cepticismo — já tinha abandonado o do jogo base (depois de fazer todos os desafios post-game) e queria ver se isto era algo realmente novo ou uma continuação da história. Queria testar o Emerald Rush, pois sou um fã de roguelikes e ver se a DK Island tinha algo de útil além de paisagens bonitas.
Não há nenhuma nova narrativa aqui — o DLC não acrescenta nada à história principal. Em vez disso, introduz apenas um novo local para explorar, infelizmente, com muito pouco para fazer. Presumi que houvessem mais bananas e novos desafios para descobrir na ilha, mas não há nada disso. É um espaço para descanso visual — ver locais renomados como DK’s Treehouse ou Gangplank Galleon, tirar fotografias com personagens conhecidos, e colecionar estátuas. Não há novos inimigos ou missões, e nenhuma Banana (de banandium).
De qualquer forma, é na ilha a que acedes ao novo modo de jogo Emerald Rush. Surge uma missão na ilha que te leva ao Void Kong (o vilão do jogo). Na ilha, este Kong maléfica iniciou um novo negócio de exploração de esmeraldas e propõe ao DK que trabalhe para ele e recolher essas esmeraldas em várias das camadas que já visitaste no jogo base. Só por diversão aceitas e pronto… Estás contratado, mas com uma condição… Tens de usar o capacete da empresa, que te remove todas as habilidades que ganhaste ao longo do jogo base.

Emerald Rush traz um ritmo diferente: pressa, quotas, tempo limitado — contraste marcante com o ritmo mais relaxado do jogo base. Basicamente tens acesso a uma área onde existem muitos depósitos de esmeraldas para destruir e recolher. Em cada desafio escolhes o nível de dificuldade pretendido (quanto maior a dificuldade, maiores as recompensas) e tens um tempo limite para recolher uma determinada quota de esmeraldas. No final do tempo, se tiveres atingido a quota, surge uma nova quota a atingir e o relógio recomeça. Dependendo do nível de dificuldade, tens mais ou menos fases para atingir essas quotas. Isto faz com que estejas sempre em movimento, descobrindo a forma mais eficiente de te deslocares, destruíres e recolheres as esmeraldas.
Ao longo de cada “corrida”, também te são atribuídas missões que te recompensam com mais esmeraldas e que te fazem andar sempre a mil à hora, ora correndo, rebolando, furando ou usando o fast travel (que podes usar um número limitado de vezes). Vais recolhendo bananas de esmeralda e fósseis que te devolvem alguns dos poderes perdidos e que te atribuem um perk (que escolhes entre 3 aleatórios), que ter permitem maximizar a tua eficiência, adaptando esses perks ao teu estilo de jogo. porque cada corrida te põe de volta ao início no que toca a poderes. Isso dá um bom desafio, em maximizar a tua eficiência, enquanto buscas os teus poderes preferidos.

Em relação aos gráficos, art style e som, não esperes nada de novo… Algumas músicas novas… Algumas roupas novas… E de resto, tudo igual (o que já é excelente).
Este DLC oferece algo que justifica voltar ao jogo, especialmente se já exploraste tudo e queres mais desafio. Estima-se que dês umas boas 5-10 horas num uso típico, mais se quiseres repetir Emerald Rush para melhorar tempos ou nos vários níveis de dificuldade e completar colecionáveis como estátuas.
Não será para todos — se gostas mais de explorar tranquilamente ou de coletar tudo no estilo mais relaxado, a parte de Emerald Rush pode parecer muito repetitiva ou frustrante. Mas para quem gosta de usar tudo que já sabe do jogo, esquemas de otimização, este modo traz valor.
Se estava à espera de mais níveis como os do jogo base, para não apenas explorares, mas para progredires encontrando bananas e fases bónus secretas, vais ficar desiludido.
Vale a pena investir neste DLC?
Deves comprar este DLC se:
- ainda tens vontade de destruir
- és amante de roguelikes
- procuras algo rejogável
- gostas de desafios com uma dificuldade crescente
Não deves comprar este DLC se:
- queres mais níveis ao estilo do jogo base
- não gostas de algo repetitivo
- achas que vais ter muito conteúdo na DK Island
- ficas stressado com temporizadores

DK Island & Emerald Rush é um complemento decente para Donkey Kong Bananza. Não muda tudo, mas dá-te o que promete: mais desafio, mais propósito para voltar a jogar. Só é pena que a DK Island seja apenas um local para explorares. Se já gostaste do jogo base, vale o investimento. Se ainda estás à procura da melhor razão para saltar para Bananza, este DLC é uma das mais fortes.

Nascido em 1980, cresci a soprar cartuchos e a acreditar que gráficos de 16 bits eram o auge da tecnologia. Coleciono memórias e achievements em todas as consolas, e jogo de tudo… ou quase tudo (não quero jogar online). Para mim, cada jogo é uma viagem no tempo — às vezes para o futuro, às vezes de volta à infância.
