Revisitar Hitman: Absolution em 2025 é recordar um capítulo da saga onde o Agente 47 esteve mais vulnerável, mais humano e mais envolvido numa história com ritmo de thriller. Jogá-lo na Nintendo Switch intensifica essa sensação, especialmente em modo portátil, onde cada missão parece um episódio de uma série de crime que podemos colocar em pausa e voltar a pegar quando quisermos.
A atmosfera continua impecável. Os ambientes respiram identidade, o tom cinematográfico mantém-se forte e a tensão típica da série continua presente. O loop de observar, infiltrar, improvisar e tentar de novo encaixa muito bem no formato portátil. É fácil perder tempo a experimentar abordagens diferentes até encontrar o momento perfeito para agir.
Um dos pontos mais surpreendentes desta versão é a quantidade de opções ajustáveis, algo que torna Hitman: Absolution mais acessível e atual do que se esperaria de um jogo de 2012.
Embora já tenham passados 13 anos desde o seu primeiro lançamento, foram muitos os ajustes feitos, principalmente no que diz respeito aos controlos. A assistência de mira é personalizável com várias camadas. O Auto Aim bloqueia automaticamente em inimigos próximos ao entrar em modo de mira, enquanto o Aim Assist reduz a sensibilidade da câmara para ajudar em tiros mais precisos. Para quem prefere controlar tudo ao milímetro, há a opção de desligar ambos. Por outro lado, quem gosta de controlar a mira fisicamente, a versão Switch inclui Mira por Giroscópio, que funciona em simultâneo com os outros modos e acaba por ser uma das adições mais bem vindas desta adaptação.

As melhorias estendem-se também à forma como usamos coberturas, agora com a possibilidade de escolher entre sair com movimento ou com um botão, e ao destaque de objetos interativos com contornos luminosos para melhor leitura do cenário. Existe ainda a opção de manter o retículo de mira sempre visível, alterar a função dos analógicos, ou até trocar para um esquema alternativo de botões através do Action Controller.
E, num detalhe muito bem-vindo, a Nintendo Switch traz um tipo de letra amigo da dislexia, melhorando a leitura dos menus para quem precisa dessa ajuda extra.
No fundo, esta versão oferece uma experiência surpreendentemente flexível, permitindo adaptar o jogo ao estilo e conforto de cada jogador.
Em termos de fluidez, a experiência é maioritariamente estável. Não é perfeita e perde algum brilho visual em comparação com a edição original, mas mantém-se suficientemente consistente para não interferir com a jogabilidade stealth e com o ritmo mais tenso de cada missão.
A direção artística continua a impressionar e, mesmo com algumas concessões gráficas, a atmosfera não perde impacto. Os cenários continuam envolventes e os momentos mais cinematográficos mantêm a força que tinham há mais de uma década.

Em 2026, Hitman: Absolution tem agendada uma atualização para a Nintendo Switch 2, prevista para a primeira metade do ano. Esta atualização promete melhorias visuais, maior estabilidade e um desempenho mais fluído. Obviamente não se irá tratar de uma diferença da noite para o dia, mas certamente podemos esperar algo como 60fps, melhores texturas e suporte para 4K em modo docked. É uma perspectiva animadora, especialmente para quem pretende revisitar a experiência com uma apresentação mais polida. A versão atual cumpre, é competente e oferece uma boa forma de revisitar o jogo. Joguei numa Switch 2 e posso afirmar que corre de forma bastante fluída, sem engasgamentos em zonas densamente populadas. No entanto, é difícil não olhar para o futuro com expectativa.
Também para 2026 está previsto o lançamento do Contracts Mode, onde os jogadores poderão criar as suas próprias missões e partilhar com a comunidade. Embora não seja novidade para as gerações anteriores de consolas é uma adição bem vinda e que certamente aumentará a longevidade deste título.
Ambas as atualizações serão gratuitas para quem já possua o jogo.

Hitman: Absolution continua a ser uma aventura singular dentro da saga, mais emocional, mais guiada e com uma identidade visual marcante. A versão Nintendo Switch preserva esse ADN e acrescenta um conjunto robusto de opções que tornam o jogo mais acessível e confortável do que nunca. Apesar das limitações técnicas da consola, a experiência continua sólida, divertida e perfeitamente adequada ao formato portátil.

Começou a jogar num spectrum 48k e desde então tem uma paixão por videojogos, não imagina a sua vida sem jogar. Fã de RPGs, First Person Shooters e jogos Third Person.
