Não havendo grandes novidades que me interessem por estes tempos, decidi adquirir um jogo completamente ao calhas (vi claro algum gameplay), e decidi optar pelo Wanted: Dead, jogo desenvolvido pela Soleil Ltd, que é um mix de ação e tiros em terceira pessoa. Será que o jogo criado pelas mesmas mentes por detrás de Ninja Gaiden é uma boa aposta? Vamos saber então.
Quando vi os trailers e algum gameplay, o jogo interessou-me pura e simplesmente por ser vendido como uma nova aposta das mentes geniais que nos entregaram os jogos Ninja Gaiden, que são bons jogos para quem aprecia um bom hack and slash. A minha expectativa estava em níveis altos confesso, e ainda bem que não foi uma aposta falhada no que toca à minha aquisição ao calhas, pois Wanted: Dead conseguiu satisfazer-me logo nos primeiros instantes, não só pelos belos visuais, mas também pela história que nos oferece.
Comecemos então pela trama. Aqui vestimos a pele da Tenente Hannah Stone, uma agente da polícia de Hong Kong que faz parte do Zombie Squad, um esquadrão de elite formado por criminosos de guerra e outros elementos que já fizeram coisas duvidosas na vida. Uma missão simples, em teoria, acaba por envolver os nossos protagonistas numa enorme teia de bizarrices, violência e maquinações corporativas que nunca poderiam ter imaginado sequer existir.
A base da história é bem simples de entender, mas serve bastante bem o seu propósito. Em muitos pontos, ela reforça a impressão que estava a ver um filme dos anos oitenta. A sua estética cyberpunk fez por momentos lembrar os filmes Blade Runner e Total Recall, com os diálogos e as performances das personagens a reforçarem ainda mais tudo isso.

Porém, não muda o fato que a motivação central é um tanto quanto simples. Contudo, a interação entre os membros do nosso esquadrão e o seu comandante conseguem humanizar bastante a Tenente Hannah Stone e os restantes camaradas. Alguns são menos divertidos que outros é certo, mas achei divertido vê-los a entrar em picardias uns com os outros, com uma ou outra piada pelo meio.
A jogabilidade de Wanted: Dead divide-se entre os momentos de loucura e porrada insana e os momentos de calmaria e minijogos, que mostram como a nossa protagonista e os seus amigos se divertem. Comecemos pelo que fazemos mais: combater contra um sem número de forças inimigas. Contamos com a possibilidade de lutar corpo a corpo, utilizando uma espada, e de longe, com armas como metralhadoras, pistolas, espingardas, entre outras. Quando estamos a usar as armas, a câmera posiciona-se por cima do ombro (assim de repente, como acontece no Resident Evil 5). Quando estamos a dar uso a espada, contamos com combos rápidos, dashes e parries.

É bem porreiro andar pelos mapas e ir trocando entre a espada e as armas, pois até é recomendado usar a pistola para contra-atacar determinadas ofensivas. Os controlos são simples e funcionam bem, mas temos que nos habituar é certo, pois não existe uma mira automática quando precisamos de um pouquinho mais de precisão. Contudo, confesso que morri uma quantidade de vezes pela personagem custar a colocar-se nas coberturas.
O jogo não perdoa, e perdemos muita vida com ataques. Ainda que possamos recuperar parte da barra de vida fazendo parry com a espada, levar com uma chuva de balas de todos os lados e com ninjas a tentar fatiar-me em pedaços não é fácil. É recompensador quando conseguimos passar, mas fiquei frustrado algumas partes é um facto. Felizmente, os nossos camaradas do Zombie Squad ajudam-nos bastante. Cada um dos 3 conta com uma habilidade especial, como reviver uma vez, lançar granadas ou fazer um finisher a alguns inimigos.

Após uma certa quantidade de danos, os inimigos ficam vulneráveis a execuções. E são nelas que Wanted: Dead brilha de forma exemplar. Com o simples pressionar de dois botões vemos Hannah a executar algumas técnicas que deixariam até o John Wick impressionado de certeza. Inclusive, algumas até poderiam ser colocadas em qualquer um dos filmes já agora. Isto é possível de executar quando a barra de adrenalina fica cheia (um círculo localizado onde indica a munição que temos). Ao ativarmos o Bullet Time (L3+R3) Hannah dispara rapidamente em todos os inimigos ao seu redor, deixando-os numa situação privilegiada para executarmos finishers. Portanto, sempre que tiverem esta opção disponível, não tenham vergonha de a usar!
Além disso, temos um sistema de desmembramento que aumenta mais ainda a violência, espalhando sangue por tudo que é canto. Na skill tree da nossa protagonista, tem uma técnica que permite com que executemos inimigos instantaneamente após ele ficar sem um ou outro membro (braço por exemplo). Tudo exagerado é uma realidade, mas lá que torna o jogo fantástico, lá isso torna.

Por fim, temos os mini-jogos que já mencionei acima, como por exemplo um karaoke e até um jogo de naves, bem ao estilo das arcades de outros tempos. Achei uma boa opção a inclusão destas coisas, porque cada uma dela é ligada ao desenvolvimento de Hannah com um dos seus colegas de esquadrão e ajudam a dar uma “vida extra” ao jogo.
Um pormenor menos bom (para mim claro), é bastante irritante quando morremos (e vão morrer bastantes vezes), termos que fazer metade de um nível novamente, matando os mesmos inimigos uma e outra vez. Chega a ser cansativo confesso.
Visualmente, e falo da versão PC, a minha RTX 4060 roda o jogo na perfeição. Os visuais estão bastante detalhados (especialmente os dos nossos personagens) e o jogo roda praticamente a 60 fps. Notei apenas uma pequena quebra numa ou outra Boss Fight, mas nada que afete drasticamente o jogo.
Conclusão
Pros
- Combates frenéticos e insanos
- Mini-jogos interessantes
- Visualmente apelativo
- A estrutura de apoio dos restantes membros do esquadrão
Cons
- A mira das armas é lenta e um pouco imprecisa
- Quando morremos, temos que fazer novamente metade do nível
- Mesmo em modo normal, o jogo é bastante difícil, o que pode não agradar a alguns jogadores

Jogo de tudo um pouco, desde a minha primeira consola de jogos, a Master System II. Desde aí muita coisa mudou, mas a paixão e dedicação aos videojogos permaneceu intacta.
Apesar de jogar de tudo um pouco, desde FPS a RPG´s, sou grande adepto de Fighting games, como o Mortal Kombat e ainda de jogos de desporto automóvel, como o Forza Motorsport. Também não dispenso boas séries e bons filmes. Sou grande fã de animes desde muito cedo, onde tenho DragonBall e Naruto como séries de eleição.