Pois é, mais um remake que acaba de chegar até nós, desta vez de Until Dawn, um jogo de terror interativo que foi lançado em 2015 (para a PS4), que nos apresenta um elenco de 8 adolescentes que vão ter que lidar com um terror “invisível” que não lhes dá descanso. Será que esta nova versão vale a pena? Vamos descobrir!
Depois da emoção de ter jogado Until Dawn logo nos primeiros meses após a sua estreia em 2015 na PS4, nunca pensei que a Supermassive Games iria criar mais uma obra-prima. Mas eles conseguiram (e bem), pois se jogaram The Quarry, sabem certamente do que falo (se não o jogaram, façam o favor então).
Until Dawn Remake, da Supermassive Games (o remake ficou a cargo da Ballistic Moon Studios) regressa com todo o brilho do Unreal Engine 5, dando uma nova vida à icónica experiência de terror interativo. Situado nos picos cobertos de neve de Blackwood Mountain, o jogo apresenta um elenco de oito personagens distintos cuja sobrevivência depende das nossas escolhas.
Cada decisão que vamos tomar terá consequências durante todo o jogo, moldando por completo esta narrativa de terror onde as nossas escolhas não são apenas impactantes – elas geralmente são irreversíveis e podem gerar uma cadeia de eventos de maneiras inesperadas. O Butterfly Effect presente no jogo abre portas a uma realidade sinistra quando as sombras do passado das diversas personagens “sussurram” o nome delas no lado de fora da cabana. Este jogo é para os fortes de coração, portanto fica desde já o aviso.
Equilibrar a dinâmica de um típico grupo de três personagens já é desafiador o suficiente, mas Until Dawn aumenta a aposta com um elenco de oito, cada um ostentando personalidades, objetivos e histórias de fundo distintas, tudo isso enquanto exploram um cenário de folk-horror com uma vibe distinta em meados dos anos 2010.
O jogo evita as armadilhas que muitas vezes atormentam outros títulos de drama/terror interativos, mantendo a jogabilidade envolvente, apesar da entrada limitada da nossa parte durante grande parte do seu tempo de execução. O jogo atinge um equilíbrio delicado, oferecendo apenas interações cinematográficas suficientes para o manter interessante e sem comprometer a integridade da sua narrativa em constante desenvolvimento. Ele segue uma linha que nem os jogos da Telltale Games conseguiram seguir com a mesma mestria.

Mas aposto que querem saber das melhorias correto? Vamos lá começar então a falar delas. As melhorias que mais saltam à vista são os gráficos (pois claro). Desenvolvido com o Unreal Engine 5, Until Dawn Remake pegou nos já impressionantes modelos das personagens e ambientes do original e os transformou em algo verdadeiramente impressionante. A qualidade das animações das personagens – as expressões faciais subtis, movimentos fluidos e ambientes realistas – são de se tirar o fôlego. Contudo, se esperavam que o jogo rodasse a 60fps…esqueçam, pois está limitado a 30fps. A mim não me incomoda minimamente, mas existem jogadores mais exigentes é um facto.
De referir ainda que existe uma variação bastante visível nos frames, mesmo com o jogo estando a correr a 30fps na PS5. É notório que existem quedas repentinas nos frames e que influenciavam as minhas interações (e em momentos chave ainda por cima).

Para além disso, embora o original fosse uma obra-prima cinematográfica por si só, as capacidades do Unreal Engine 5 desbloquearam um novo nível de arte. A iluminação dinâmica agora ocupa o centro das atenções, permitindo cenas ainda mais dramáticas e imersivas. Existem ainda alguns defeitos visuais pontuais, mas nada que manche o qualidade do jogo no geral.
Mas este novo Until Dawn é muito mais do que apenas uma atualização visual. Juntamente com a nova “camada de tinta”, apresenta versões remasterizadas das muitas (e excelentes) cutscenes do jogo original, bem como novos segmentos cinematográficos. Essas adições dão mais atenção ás personagens que estavam pouco exploradas no jogo original de 2015, como por exemplo Beth. Há muita nostalgia é certo, mas também existe uma riqueza de novos conteúdos para explorar (e agora num glorioso 4K).
Como funciona Until Dawn Remake e como se compara ao jogo original? Tal como o seu antecessor, estamos perante um drama de terror interativo, o que significa que nós jogadores somo mais “passageiros” do que “pilotos” (metaforicamente falando claro), com a história a desenrolar-se no ecrã com ou sem a nossa interação. Não existem ondas de inimigos para lutar, estatísticas para gerir e skill trees para desbloquear. Em vez disso, a narrativa avança com base nas nossas escolhas, oferecendo múltiplos caminhos e resultados ramificados.

O jogo apoia-se fortemente no conceito do “Efeito Borboleta”, oferecendo caminhos divergentes – uns maiores, outros menores – onde cada escolha molda a narrativa num estilo de escolha como se nós estivéssemos a criar a nossa própria aventura. Isso resulta em 256 ramificações de história possíveis (mais ou menos), com três finais principais dependendo das escolhas que tomamos.
Além das tomadas de decisões, existem segmentos de jogabilidade interativos onde controlamos diferentes personagens, exploramos o ambiente em redor, interagimos com diversos objetos/colecionáveis e até mesmo em alguns minijogos. Estes aspetos permanecem praticamente inalterados no remake, não existindo necessidade de comparação direta, já que ambas as versões de Until Dawn equilibraram a linha entre jogabilidade e narrativa bastante bem.
Em termos história, é a mesma narrativa emocionante do original, mas agora contada com melhor cinematografia e gráficos mais imersivos/detalhados. Acho ainda importante referir que todas as oito personagens principais – Josh, Ashley, Jessica, Matt, Emily, Chris, Michael e Sam – merecem uma enorme salva de palmas. As suas brincadeiras espirituosas, diálogos naturais, bem como o medo “palpável” que transmitem, fazem com que eles andem muito perto de roçar a vida real.
Esta nova versão de Until Dawn já se encontra disponível na Playstation 5 (versão que serviu para esta análise) e também para PC (via Steam). Se quiserem jogar num PC os requisitos mínimos são:
- Processador: Intel Core i7 4790K / AMD Ryzen 5 1500x
- Memória: 8 GB de RAM
- Placa gráfica: NVIDIA GeForce GTX 1660 / Radeon RX 470
- Espaço no disco: 70 GB (SSD recomendado)
Conclusão
Pros
- Argumento bem desenvolvido
- Refresh gráfico benéfico
- Algumas cutscenes e diálogos inéditos
- Excelente trabalho dos atores que dão vida ás personagens
- Banda sonora digna de filme de terror
Cons
- Quedas abruptas de frame rate

Jogo de tudo um pouco, desde a minha primeira consola de jogos, a Master System II. Desde aí muita coisa mudou, mas a paixão e dedicação aos videojogos permaneceu intacta.
Apesar de jogar de tudo um pouco, desde FPS a RPG´s, sou grande adepto de Fighting games, como o Mortal Kombat e ainda de jogos de desporto automóvel, como o Forza Motorsport. Também não dispenso boas séries e bons filmes. Sou grande fã de animes desde muito cedo, onde tenho DragonBall e Naruto como séries de eleição.