Comecei Grit & Valor: 1949 sem grandes expectativas. A ideia era dar-lhe uma oportunidade rápida, umas 2 ou 3 horinhas, só para perceber se tinha ali material que justificasse seguir até ao fim. O conceito até parecia promissor — mechas, pilotos e batalhas táticas num cenário de uma II guerra mundial, num mundo alternativo. Mas a execução… bem, essa deixou-me desiludido.
Depois do lançamento em PC, há uns meses atrás, chegou a vez das consolas caseiras receberem este jogo.
Este jogo aparenta ser um tactical RPG, mas depressa chegamos à conclusão que é mais um RTS em que controlamos 3 mechas e um veiculo de comando que temos de defender.
Cada cenário de batalha apresenta pouca variedade, em que temos de sobreviver a 4 vagas de inimigos, enquanto tentamos cumprir um objetivo especifico desse cenário (que na prática, são sempre os mesmos 3 ou 4 objetivos).
O gameplay loop rapidamente revelou-se repetitivo e a progressão inicial arrasta-se a um ritmo quase doloroso. O jogo aposta naquela filosofia de “vais perder várias vezes até melhorares aos poucos”, mas o problema é que esse “aos poucos” parece mais “a passo de caracol”. Melhorar mechas e pilotos devia ser motivador, mas aqui parece mais uma obrigação lenta e sem grande brilho.
E se achas que a dificuldade iria trazer aquele desafio viciante… esquece. A sensação é mais de injustiça do que de superação. As derrotas não sabem a “próximo round, agora vou conseguir!”, mas sim a “pronto, lá se foi mais meia hora sem sentir que avancei nada”.
Ainda pensei que o cenário da II guerra mundial alternativo, pudesse apresentar algumas surpresas, mas a história é praticamente inexistente. Se estivéssemos a falar da XX guerra mundial em 3049, provavelmente nem notávamos a diferença.

Em termos de gráficos, o jogo é simples e até tem um artstyle interessante, mas tenho de confessar que o vídeo de introdução numa resolução baixíssima, deixou-me logo a ideia de que há aqui algumas coisas feitas à pressa… Ah… E eu joguei no pequeno ecrã da Nintendo Switch… Se tivesse visto na TV, provavelmente teria ficado cego.
Dediquei até mais tempo do que tinha planeado, na esperança de que o jogo se tornasse mais apelativo após alguns upgrades. Infelizmente, a recompensa nunca chegou. No fim, a experiência acabou por ser mais frustrante do que divertida, e quando isso acontece, já sabemos: é sinal que não vale a pena insistir.

Conclusão
Prós
- Conceito inicial dos mechas e pilotos tem potencial.
Contras
- Gameplay loop repetitivo.
- Progressão demasiado lenta.
- Dificuldade injusta e pouco recompensadora.
- Pouca sensação de evolução ou recompensa após investir tempo.

Nascido em 1980, cresci a soprar cartuchos e a acreditar que gráficos de 16 bits eram o auge da tecnologia. Coleciono memórias e achievements em todas as consolas, e jogo de tudo… ou quase tudo (não quero jogar online). Para mim, cada jogo é uma viagem no tempo — às vezes para o futuro, às vezes de volta à infância.
