Drivewave – O meu teclado passou a ser um acelerador | Análise / Preview

Drivewave proporcionou-me um daqueles momentos what the f*ck quando percebi o que isto era. Primeiro pensei “porquê?” e depois “Porque é que alguém iria querer isto?”, até chegar à conclusão que todas as perguntas que eu pudesse fazer iriam ter a mesma resposta — “Porque sim”. Nem sequer posso chamar a isto um jogo, talvez possa ser um “jogo passivo”? Ok, passo a explicar.

Isto não é bem um jogo, é uma aplicação que corre no background do vosso computador e que, enquanto vocês fazem o vosso trabalho ela regista quantos clicks no teclado existiram. Ao mesmo tempo temos um ecrã em que um carro se move por uma estrada infinita, quanto mais vocês escrevem, mais rápido o carro anda e mais quilómetros percorrem. O carro mete mudanças e tudo, surreal. Neste momento, enquanto vos escrevo isto na minha pausa de almoço, tenho a aplicação a correr e o meu “Nakama XX-240” de 1972, que é uma imitação do Nissan 240Z, vai a circular a 155 kph e já andei 445 kms hoje enquanto trabalhava de manhã só a mandar emails e coisas do género. Não sei se isto é bom ou mau, não tenho termo de comparação, mas sabem que mais? Sinto-me produtivo! E é exatamente esse o objectivo deste “jogo”, ser um companheiro de produtividade. Nunca tinha visto tal coisa, e do que tentei pesquisar não encontrei mais nada do género. Se isto pega, pode ser feito com os mais variados temas, ainda vamos ter o Legolas a correr montanha acima enquanto escrevemos, o Sonic a colecionar anéis a cada tecla pressionada e sabe-se lá mais o quê.

Mas calma, não é só isso, é que conforme vamos fazendo os nossos “clicks” vamos aumentando a nossa pontuação. Neste momento por exemplo tenho cerca de 27 mil de pontos e com eles posso desbloquear carros novos ou fazer tuning ao meu carro, embora de momento só dê para mexer nas jantes, portanto não portugueses, ainda não dá para fazer o vosso fabuloso chunning. Dito isto acabei de pintar o carro de verde escuro e meter umas jantes douradas… Lindo! Existe uma ligação ao steam marketplace nesta parte do tuning, o que me leva a pensar que vários acessórios vão poder ser comprados por essa via quando sair a versão final. Existem muitos carros para comprar, neste momento estou a poupar dinheiro para o “Lamburcini Kountak” ou “Lamborghini Countach”, como é óbvio, mal posso esperar para o pintar de roxo com jantes douradas. Mas ainda me falta muito texto para lá chegar, preciso de 170 mil pontos para o fazer. Como tal acho que vou encher aqui um bocado mais de chouriço. Não, tou a brincar, nunca vos faria uma coisa dessas, mas devo dizer que acho extremamente interessante este artigo da National Geographic sobre o porquê de as traças entrarem em nossa casa. É realmente algo que é preciso discutir, já que acontece de vez em quando, mas penso que mais problemático são sem dúvida os mosquitos. Quem nunca odiou um mosquito que depois esmagamos cruelmente contra a parede? Pobre insecto.

A ideia por trás de DriveWave é simples mas brilhante: transformar algo tão banal como digitar em progresso motivador. Em vez de olharmos para o relógio ou para a barra de tarefas a medir o tempo que passa, vemos um carro avançar estrada fora, sempre embalado ao ritmo da nossa produtividade. É quase como se o teclado fosse o acelerador. É a gamificação da produtividade levada a um nível totalmente novo, onde o “jogo” se esconde por trás do que já íamos fazer de qualquer forma. Bem, já fiz mais uns quilómetros, e tenho de voltar ao trabalho, mas vou voltar super produtivo com o meu 240Z a assapar a velocidades ilegais por esta estrada que parece saída de um wallpaper genérico quando pesquisam “80s neon vibes wallpaper” no Google. Quando sair a versão final, quero!