Poucos jogos me deram tanto gozo a jogar como Control. A forma como a Remedy construiu a Oldest House, a estranha mistura entre ficção científica, horror e sobrenatural e, sobretudo, a evolução de Jesse Faden ao longo da aventura fizeram do jogo uma das experiências que mais me marcou nos últimos anos. Por isso, a chegada de CONTROL Resonant é uma daquelas sequelas que acompanho com particular expectativa.
A Remedy tem vindo a revelar cada vez mais sobre a nova aventura e a mudança de escala é evidente. Desta vez, vamos sair em grande parte da Oldest House para explorar uma Manhattan deformada por forças paranaturais, onde a realidade deixou de obedecer às suas próprias regras. O protagonista será Dylan Faden, irmão de Jesse, que terá de enfrentar uma nova ameaça enquanto procura pela irmã desaparecida. A cidade estará dividida em grandes zonas de exploração, com actividades secundárias, encontros escondidos e anomalias que podem alterar completamente a forma como atravessamos o espaço.
E há uma particularidade nesta sequela que me deixa especialmente curioso: Mikael Kasurinen continua no comando criativo da série. Depois de ter sido Game Director de Control, Kasurinen é actualmente Creative Director da Remedy e Game Director de CONTROL Resonant. A sua passagem pela Remedy começou ainda em 2001, tendo trabalhado em Max Payne 2 e Alan Wake, antes de passar pela Avalanche Studios e DICE, onde esteve envolvido em projectos como Mad Max e Battlefield 4. Regressou à Remedy em 2014, primeiro para dirigir Quantum Break, e só depois assumiu a direcção de Control.
É impossível não olhar para esta continuidade com entusiasmo. Se há alguém que conhece bem aquilo que tornou Control tão especial, é precisamente Kasurinen, e Resonant parece querer pegar nessa identidade e levá-la para uma escala bastante maior. Dylan terá novos poderes sobrenaturais e uma nova arma, a Aberrant, capaz de mudar de forma, enquanto a própria Manhattan parece funcionar como uma extensão das ideias mais estranhas que a Remedy explorou no primeiro jogo.
A história também promete mexer directamente com aquilo que ficou por resolver. Jesse está desaparecida e Dylan vê-se obrigado a assumir um papel para o qual nunca esteve preparado, enquanto uma nova forma de ressonância ameaça consumir Manhattan. O Hiss e o Mold continuam ligados ao universo de Control, mas a Remedy está a introduzir uma nova força cósmica que promete complicar ainda mais a relação entre realidade e paranatural.
CONTROL Resonant chega a 24 de setembro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC, através do Steam e Epic Games Store, com a versão Mac prevista para mais tarde. A Remedy promete aquela que será a sua produção mais ambiciosa dentro deste universo, e depois de tudo o que Control me proporcionou, confesso que estou bastante curioso para descobrir até onde a equipa conseguiu levar esta fórmula.
Se Control foi uma das experiências que mais prazer me deu enquanto jogador, CONTROL Resonant parte com uma vantagem considerável: já me tem completamente vendido à ideia de voltar a este universo. Agora falta pouco para descobrir se Dylan Faden consegue estar à altura do legado deixado por Jesse.

Começou a jogar num spectrum 48k e desde então tem uma paixão por videojogos, não imagina a sua vida sem jogar. Fã de RPGs, First Person Shooters e jogos Third Person.
