Desenvolvido especialmente para as plataformas de nova geração, NASCAR 25 aposta em realismo visual e fidelidade mecânica, oferecendo uma experiência capaz de satisfazer tanto os puristas como os jogadores que procuram um desafio técnico mais equilibrado.
A física da condução é talvez o seu maior trunfo. O comportamento dos carros é pesado, exigente e, ao mesmo tempo, recompensador. A sensação de aderência muda conforme a temperatura dos pneus, o tipo de asfalto e até a turbulência provocada pelos veículos à frente.
A iRacing, com toda a sua experiência em sim racing, soube implementar na consola a mesma sensação de “viver” a exigência das corridas NASCAR, algo que antes só se via em simuladores de PC. No comando, o jogo oferece assistências ajustáveis, o que torna possível competir mesmo sem volante, embora seja com este que o realismo atinge o seu auge obviamente. É possível sentir o carro reagir de forma viva, lutando contra o volante nas curvas e exigindo precisão milimétrica nas linhas de trajetória. Cada erro, cada toque na parede, tem um peso real e pode custar uma corrida inteira.
O modo carreira de NASCAR 25 é o coração pulsante do jogo, a espinha dorsal que dá sentido à longa jornada pelas várias divisões deste desporto motorizado. É aqui que a iRacing procurou equilibrar simulação e progressão narrativa, oferecendo ao jogador não apenas corridas isoladas, mas um verdadeiro percurso profissional, cheio de decisões e consequências.
A experiência começa de forma humilde, tal como acontece na vida real. O jogador assume o papel de um piloto iniciante na ARCA Menards Series, uma categoria de entrada onde o foco está em aprender o comportamento dos carros, lidar com equipas pequenas e gerir os recursos limitados. A primeira sensação é a de estar a lutar para provar valor — os carros são menos estáveis, o orçamento é curto, e as oportunidades escassas. É necessário mostrar consistência em pista para chamar a atenção das equipas maiores, algo que dá às primeiras horas um tom quase biográfico, de perseverança e evolução lenta.
Com o passar das temporadas, surgem convites para competir nas séries superiores — primeiro na Craftsman Truck Series, depois na Xfinity Series e, finalmente, na NASCAR Cup Series, o expoente máximo da carreira. Cada promoção é acompanhada por um salto notável de exigência técnica: os carros tornam-se mais potentes e sensíveis, o tráfego mais denso e a pressão mais constante. É nesse crescimento gradual que o modo carreira se destaca, criando uma sensação genuína de progressão, como se o jogador estivesse realmente a escalar o mundo profissional da NASCAR.

O jogo inclui elementos de gestão de equipa e patrocínios. Ao longo das temporadas, precisamos de equilibrar o nosso desempenho e imagem pública. Boas corridas atraem contratos e patrocinadores, o que permite investir em melhorias na garagem e contratar pessoal mais competente. O sistema de reputação tem impacto direto nas oportunidades disponíveis: uma sequência de vitórias pode abrir as portas de uma equipa de topo, enquanto uma série de acidentes ou resultados fracos pode fazer o jogador regressar às divisões inferiores. Embora este sistema não seja tão profundo quanto um simulador de gestão completo, consegue transmitir bem a sensação de que o sucesso em pista tem consequências tangíveis fora dela.
A personalização da carreira também é digna de nota. Podemos criar a nossa própria equipa, escolhendo o nome, as cores e os patrocinadores, ou assinar por equipas já estabelecidas, cada uma com diferentes orçamentos, carros e expectativas. Essa liberdade acrescenta camadas de identidade e ligação emocional à experiência — há um orgulho particular em ver o carro personalizado a liderar uma corrida importante, fruto de esforço e paciência.
Outro ponto forte é a estrutura das temporadas. Cada calendário é composto por dezenas de corridas, realizadas em pistas que vão de curtos ovais fechados a gigantescas super speedways como Daytona ou Talladega. A variedade de circuitos obriga o jogador a adaptar o estilo de condução: pistas pequenas exigem paciência e precisão, enquanto as maiores favorecem estratégia e posicionamento no vácuo. O tempo dinâmico e o desgaste dos pneus fazem com que cada corrida se desenrole de forma diferente, mantendo a frescura ao longo de muitas horas de jogo.

A IA dos adversários também influencia diretamente o progresso. Os pilotos controlados pelo jogo têm personalidades e comportamentos distintos — alguns são agressivos e imprevisíveis, outros mais estratégicos. Isso dá às corridas um tom humano e caótico, em que alianças e rivalidades podem nascer naturalmente, sem necessidade de cutscenes ou diálogos forçados. Há momentos em que um adversário nos fecha a ultrapassagem repetidamente, criando assim uma tensão que atravessa várias corridas e dá vida ao campeonato.
Em termos de imersão, o modo carreira é reforçado por cutscenes simples, menus de briefing e relatórios pós-corrida que detalham desempenho, desgaste, telemetria e opiniões da equipa. Embora não haja uma narrativa cinematográfica no estilo dos jogos da EA, o realismo e a continuidade entre eventos são suficientes para criar uma sensação de envolvimento. É possivel sentirmos que estamos dentro de uma temporada real, com metas a curto e longo prazo, e que cada corrida é uma peça essencial no puzzle da carreira.
A física dos danos é convincente (mas já vi melhor é uma verdade), e a estratégia das pit stops desempenham um papel decisivo, obrigando o jogador a pensar no momento certo para trocar pneus ou ajustar a aerodinâmica.
Visualmente, NASCAR 25 impressiona. Os circuitos foram recriados com enorme detalhe, desde as marcas de borracha no asfalto até às gradações de luz ao pôr do sol. A iluminação dinâmica e o som dos motores criam uma imersão quase cinematográfica, transportando o jogador para o centro de uma corrida real. O som ambiente, os comentários e a vibração do comando contribuem para essa sensação de espetáculo autêntico. Ainda há, no entanto, pequenos deslizes técnicos: em certos momentos a IA parece tomar decisões erráticas, e o ritmo das corridas pode ser interrompido por comportamentos imprevisíveis de alguns adversários.



Jogo de tudo um pouco, desde a minha primeira consola de jogos, a Master System II. Desde aí muita coisa mudou, mas a paixão e dedicação aos videojogos permaneceu intacta.
Apesar de jogar de tudo um pouco, desde FPS a RPG´s, sou grande adepto de Fighting games, como o Mortal Kombat e ainda de jogos de desporto automóvel, como o Forza Motorsport. Também não dispenso boas séries e bons filmes. Sou grande fã de animes desde muito cedo, onde tenho DragonBall e Naruto como séries de eleição.
