Nintendo Switch Sports Resort – Imensa diversão num só lugar | Análise

O Nintendo Switch Sports Resort é um daqueles jogos que ganham outra dimensão quando há mais pessoas à volta da televisão. Com uma dúzia de modalidades, controlos por movimento e atividades tão diferentes como bowling, boxe, skate ou luta de polegares, a variedade é enorme e a vontade de experimentar tudo também. Tenho-me divertido imenso com esta coleção de desportos, sobretudo pela facilidade com que passamos de uma modalidade para outra. É um jogo que convida a juntar família e amigos, mas que também tem argumentos para nos manter ocupados quando estamos por nossa conta.

O segredo está na simplicidade. Pegamos num Joy-Con, percebemos rapidamente o que temos de fazer e estamos prontos para jogar. No bowling queremos acertar no máximo de pinos possível, no ténis tentamos colocar a bola onde o adversário não chega, no tiro com arco o que conta é a pontaria. Cada modalidade tem as suas particularidades, mas nenhuma exige que percamos tempo a aprender regras, apenas precisamos de aprender como funciona a mecânica específica do Joy-Con para cada jogo em particular. Isto torna o jogo acessível tanto a quem passa horas com uma consola como a quem raramente pega num comando. E, quando começamos a competir, até as atividades mais simples ganham outra dimensão.

A seleção de modalidades ajuda bastante. Há desportos mais tradicionais, como o golfe, o voleibol e o basquetebol, confrontos diretos no boxe e na luta de polegares, e propostas que fogem ao formato habitual. O skate, o Power Cruising e o avião a hélice permitem explorar a ilha de Wuhu de maneiras diferentes, com passeios, corridas e pequenos objetivos para descobrir. Nem tudo se resume a ganhar ao adversário, e essa variedade de ritmos é uma das grandes qualidades do conjunto. Podemos querer uma partida rápida e competitiva ou simplesmente passear pela ilha sem pensar em resultados. Contudo, estas modalidades de exploração poderiam ser menos simples e o passeio pela ilha podia ter mais para oferecer.

Contudo, é na companhia de outras pessoas que o jogo mais brilha. Na maioria das modalidades podem jogar até quatro pessoas no mesmo ecrã (no boxe e na luta de polegares, duas), com um Joy-Con por jogador. É a sucessão de partidas que acaba por prender toda a gente: há sempre alguém que quer recuperar uma derrota, experimentar outro desporto ou provar que consegue fazer melhor na tentativa seguinte. É fácil imaginar este jogo a ocupar uma tarde inteira de competição sempre a subir de tom e com desforras que se acumulam.

A experiência a solo também merece destaque. O modo Island Crown coloca-nos frente a adversários cada vez mais difíceis em nove modalidades, com o objetivo de subir na classificação e enfrentar os campeões da ilha. Pelo caminho, desbloqueamos opções de personalização e ganhamos motivos para continuar a melhorar. Não substitui a energia de jogar com outras pessoas, mas dá ao conjunto uma estrutura de suporte. No limite, serve para praticar, descobrir em que modalidades somos melhores e chegar às partidas com amigos com mais confiança.

Online, é possível competir com jogadores de todo o mundo e participar na Pro League, onde os resultados fazem subir de categoria, ou jogar de forma mais descontraída, sem que vitórias e derrotas contem para a classificação. Obviamente que para isso é preciso uma subscrição Nintendo Switch Online. É uma boa maneira de continuar a explorar as modalidades quando não temos companhia em casa, mas, sem dúvida, que é o multijogador local que melhor aproveita a natureza social do jogo.

Não joguei os títulos anteriores da série, pelo que para mim este não é um regresso nostálgico à ilha de Wuhu. Ainda assim, é do conhecimento geral que a Nintendo procurou construir uma experiência mais completa do que o Nintendo Switch Sports de 2022, com uma componente a solo mais estruturada e toda uma ilha para explorar. Em contrapartida, não estão presentes o futebol, o badminton e o chambara, e a ausência do futebol, em particular, foi apontada como uma falha por alguma crítica. Nem todos os desportos têm a mesma profundidade. Mas, para quem chega de novo, o conjunto oferece muito para experimentar sem exigir conhecimento prévio.

O que mais me impressiona é a forma como tudo funciona em conjunto. São, na prática, vários jogos reunidos numa só experiência, cada um com o seu ritmo. Alguns vão tornar-se favoritos, outros servirão para variar, mas há sempre uma alternativa quando nos apetece mudar. Os controlos por movimento são fundamentais para esta identidade, e as novas possibilidades dos Joy-Con 2, que funcionam (por exemplo) como rato no skate, dão personalidade a atividades que de outra forma seriam banais. Nem todas as ideias terão o mesmo impacto em todos os jogadores, mas a Nintendo conseguiu um pacote coeso sem obrigar todas as modalidades a funcionar da mesma maneira.

Veredito: 9

Nintendo Switch Sports Resort é um jogo que convida a partilhar. Tem conteúdo para jogar sozinho, opções online para prolongar a competição e uma variedade que o torna especialmente indicado para reunir pessoas à volta da televisão. Não é preciso gostar de todos os desportos, nem dominar qualquer um deles. Basta encontrar uma modalidade de que gostamos e alguém com quem jogar. O resto acontece naturalmente. Se procuram um jogo para desfrutar com família e amigos, esta é uma das propostas mais fortes da Nintendo Switch 2. Faz dele muito mais do que uma simples coleção de minijogos, e é uma excelente desculpa para reunir pessoas, competir e rir.