Recuperar jogos esquecidos não é tarefa fácil — que o diga a GOG, que teve de contratar um detetive privado para localizar o detentor dos direitos de um jogo incluído no seu programa de preservação.
A história foi contada por Marcin Paczynski, gestor sénior de desenvolvimento de negócios da GOG, no podcast The Game Business Show. Segundo ele, o processo de “necromancia digital” tem sido “muito mais difícil do que esperávamos”, envolvendo casos tão bizarros que “dariam para escrever um livro”.
Num dos exemplos mais caricatos, a empresa descobriu que um homem no Reino Unido tinha herdado os direitos de vários jogos sem sequer o saber — e vivia completamente fora da rede, sem telemóvel ou presença online. “Tivemos de contratar alguém para o encontrar”, contou Paczynski.
Outros casos incluíram veteranos de guerra transformados em programadores e empresas cujos documentos de propriedade intelectual foram destruídos em incêndios, complicando ainda mais a recuperação dos títulos.
Apesar de todos os obstáculos, a GOG continua a trabalhar para preservar e disponibilizar jogos clássicos, num contexto em que, segundo a Video Game History Foundation, 87% dos jogos antigos já não são jogáveis de forma legal.
Um lembrete de que manter viva a história dos videojogos exige não só paixão — mas também investigação digna de um thriller.
Ainda nem sabia falar como deve ser e já passava horas em frente ao meu velhinho 386. Hoje, continuo o mesmo: um fervoroso apaixonado por videojogos e por tudo o que lhes diz respeito.
