Pokémon Legends: Z-A – Voltar à infância com um toque moderno | Análise

Um dos primeiros contactos que tive com videojogos, naquela altura em que nem sabemos bem o que é um videojogo, foi precisamente com Pokémon Blue, o primeiro título desta famosa saga. Mas, na altura, era apenas mais um jogo, que era jogador por todos os miúdos e que ao fim de algum tempo já era um fenómeno da cultura pop dos anos 90 e posteriores. Se acompanhei de perto toda a saga durante os tempos do GameBoy, também me afastei da mesma nos anos da Nintendo DS e 3DS. Por isso, foi com enorme deleite que, ao experimentar este novo título, voltei a ser feliz como era há uns 25 anos.

Pokémon Legends: Z-A insere-se na “sub-saga” de Pokémon, a Legends, que já tinha visto a luz do dia com Pokémon Legends: Arceus, em 2022. Aqui, toda a ação decorre em Lumiose City, pelo que este jogo não segue a fórmula “clássica” que durante anos e anos a saga nos apresentou os jogos. De cidade em cidade, destronando ginásios, até à liga final, com o objectivo máximo de ser o melhor treinador e apanhá-los todos. A estrutura aqui é um pouco diferente, com um sistema de ranking que vamos subindo, do Z até ao A, à medida que vamos derrotando novos e mais poderosos treinadores.

Pelo caminho, como é óbvio, vamos colecionando e apanhando novos Pokémon, evoluir os nossos seres e explorar a imensa cidade de Lumiose. E para quem achar “então mas passamos de andar por uma região inteira, como Kanto ou Johto, agora somos confinados a uma só cidade?”. Sim, é verdade, mas é tão grande e com tanto por fazer, que ficamos agarrados a ela, sentimos a sua pulsação e todos os personagens e locais parecem genuínos.

No entanto, aquilo que me surpreendeu mais neste novo título foi o combate. Ao contrário dos encontro em habituais em jogos como Blue Silver ou até um mais recente X ou Y, aqui os Pokémon aparecem livremente nos locais e entramos em combate com eles em “tempo real”. Faz lembrar as dinâmicas de um Pokémon Stadium ou Colosseum, mas muito aprimoradas, rápidas e com um excelente aproveitamento dos controlos da consola.

A nível visual, o jogo não é nenhum portento, mas é fantástico vermos os nossos Pokémon favoritos ganharam vida de uma forma bastante avançada e bela, especialmente se jogarmos no modo docked. Pessoalmente, prefiro sempre jogar em modo portátil, mas sem dúvida que numa TV grande conseguimos ter ideia de todo o potencial do jogo.

Como nota menos positiva, deixo o facto de o jogo continuar sem voice-acting. É algo quase “normal” nesta saga, mas creio que já era altura de se dar voz a muitos destes personagens, para tornar a experiência ainda mais imersiva.

Veredito: 8

Adorei voltar ao universo de Pokémon com este Pokémon Legends: Z-A. Os combates são frenéticos e estimulantes, a cidade vibrante e o prazer de apanhar e colecionar Pokémons continua a ser fantástico.