Bem-vindos mais uma vez a Kanto e ao mundo Pokémon! Pokémon LeafGreen regressa agora à Nintendo Switch e Nintendo Switch 2, num relançamento digital que aposta na preservação total da experiência de 2004. Não é um remake, nem um remaster. É, essencialmente, um port fiel do clássico do Game Boy Advance.
O relançamento deste jogo, tal como a versão FireRed, está inserido nas celebrações dos 30 anos da franquia Pokémon, e surge também como parte de uma estratégia clara. Manter os clássicos Pokémon acessíveis às novas gerações. Resta saber se apenas preservar é suficiente.
É sempre bom regressar a um jogo Pokémon em que o nosso rival escolhe o Pokémon mais forte que o nosso, promovendo um desafio interessante, que não existe nos jogos de Pokémon de hoje em dia. Temos fidelidade absoluta, o que poderá ser uma virtude ou um problema, dependendo da pessoa.
Conhecer todos os “Kantos” do mundo:
O jogo mantém-se fiel a si mesmo, mantendo os sprites, os menus, a banda sonora e até o próprio ritmo de jogo, tal e qual como o original. Tudo igual, num clássico intocável. A região de Kanto está intacta, tal como as Ilhas Sevii, onde agora podemos apanhar Deoxys, Ho-Oh e Lugia, graças aos Mystic Ticket e Aurora Ticket. Em 2004, só era possível obter estes bilhetes por intermédio de eventos presenciais. No entanto, todo o conteúdo post-game mantém-se inalterado.
Estamos a falar de um jogo com resolução 240p, e jogar este jogo num ecrã de 8″ com resolução 1080p ou numa TV de 60″ 4K, não é propriamente uma experiência espetacular. Principalmente a última opção. Poderia ter sido adicionado um filtro CRT à semelhança dos clássicos do Switch Online o que tornaria o jogo visualmente mais apelativo.
Conectividade, o elo mais fraco:
Um dos seus pontos negativos, é a falta de suporte online para trocas ou batalhas, o que levou muitos fãs a desistirem da compra. A falta de suporte para o Pokémon HOME, na data de lançamento também deixa um pouco a desejar, apesar de a Nintendo ter anunciado que irão adicionar essa funcionalidade no futuro. Acabamos por ter as mesmas limitações, como se estivéssemos a jogar no GBA, pelo menos até essa altura chegar. A Nintendo também foi bastante criticada, por ter lançado o jogo em diferentes versões, cada uma com o seu idioma, ao contrário do jogo original que incluía vários idiomas.
Mesmo com todas as limitações, ausência de melhorias, e para alguns fãs, o preço alto para um simples port, não impediu que Pokémon LeafGreen e FireRed fossem os jogos mais reservados da Nintendo eShop, logo após o seu anúncio.
Resumindo, é uma cápsula do tempo bem preservada (talvez até demais), mas em 2026, muitos esperavam algo mais do que apenas viajar ao passado.
O jogo está disponível apenas para download na Nintendo eShop, mas seria interessante para quem gosta de colecionar, haver uma versão de cartucho físico à venda.

Pokémon LeafGreen continua a ser um excelente jogo, mas este relançamento não é necessariamente excelente. Apesar de manter a obra original intacta, poderiam ter sido feitas melhorias significativas. Vale pela nostalgia dos bons velhos tempos.
