Star Wars Zero Company chega para provar que a galáxia muito, muito distante também combina na perfeição com estratégia por turnos. Desenvolvido pela Bit Reactor, uma equipa com fortes raízes no género, o jogo coloca-nos no comando de Hawks e de uma equipa improvável de mercenários durante os últimos tempos das Clone Wars. E se és fã de XCOM 2, vais sentir rapidamente aquela sensação familiar de “vá, é só mais uma missão”… antes de perceberes que já passaram três horas e meia.
Na realidade, Star Wars Zero Company segue claramente as pisadas de XCOM 2, mas não se limita a vestir a fórmula com uma armadura de Stormtrooper. O sistema de combate aposta no posicionamento, cobertura, gestão dos pontos de ação e utilização inteligente das habilidades de cada membro da equipa. Cada movimento pode fazer a diferença entre uma vitória que corre ás mil maravilhas ou uma missão que rapidamente se transforma num desastre galáctico. Há ainda diferentes especializações, equipamentos e habilidades que permitem construir uma equipa adaptada ao nosso estilo de jogo.
E é precisamente no campo de batalha que Star Wars Zero Company brilha. Os confrontos são exigentes sem serem injustos e obrigam-nos a pensar antes de disparar. Avançar sem cobertura, gastar todos os pontos de ação demasiado cedo ou deixar um membro da equipa isolado pode ter consequências bastante desagradáveis. O jogo recompensa quem observa o cenário, aproveita o ambiente e combina as capacidades dos diferentes personagens.
A comparação com XCOM 2 torna-se ainda mais evidente na gestão da equipa. Entre missões podemos melhorar os nossos operacionais, personalizar equipamentos e desenvolver relações entre os membros do grupo. Essas ligações não servem apenas para dar mais personalidade à campanha: determinadas sinergias podem desbloquear novas possibilidades durante os combates. É uma forma inteligente de transformar personagens aparentemente secundárias em elementos importantes da nossa estratégia.
Mas há uma diferença importante: aqui temos todo o universo Star Wars como pano de fundo. E isso significa que, em vez de soldados genéricos, podemos reunir uma equipa bastante mais variada, composta por personagens de diferentes espécies e arquétipos, incluindo soldados, mercenários, droides e até um Jedi. O resultado é uma equipa muito mais próxima daquela típica mistura improvável de personagens que tão bem caracteriza Star Wars.
A campanha decorre durante as Clone Wars e apresenta uma história original protagonizada por Hawks, um antigo oficial da República que lidera a Zero Company contra uma ameaça conhecida como Infinite Coil. Entre missões, existe ainda uma componente de gestão da base e operações que permitem recolher informações e tomar decisões que influenciam a campanha.
Visualmente, o jogo também consegue transmitir bastante bem o ambiente Star Wars. Os cenários têm variedade, os combates são espetaculares e as animações ajudam a tornar cada confronto mais cinematográfico. É particularmente satisfatório ver uma estratégia bem executada terminar com uma sequência de ataques que parece saída diretamente dos filmes Star Wars.
E depois temos uma daquelas mecânicas capazes de transformar completamente a experiência: a morte permanente pode ser activada. Não é obrigatória, mas quem procura uma experiência mais próxima de XCOM 2 pode optar por ela e passar a olhar para cada soldado com um respeito completamente diferente. Afinal, quando uma personagem que acompanhou várias missões pode desaparecer definitivamente, aquela decisão aparentemente insignificante deixa de ser assim tão insignificante.
O jogo da Bit Reactor não tenta reinventar o género, e talvez essa seja simultaneamente a sua maior qualidade e a sua principal limitação. Quem esperava uma revolução dentro do género poderá encontrar uma experiência bastante familiar. Mas, sinceramente, quando a fórmula funciona tão bem, é difícil reclamar. O jogo pega na estrutura de XCOM 2, adapta-a muito bem ao universo Star Wars e acrescenta personagens, relações, personalização e uma campanha própria.
No final, Star Wars Zero Company é um excelente jogo de estratégia por turnos e uma das melhores combinações possíveis entre Star Wars e o género táctico. Não é apenas “XCOM com sabres de luz”: é uma experiência sólida, desafiante e extremamente viciante, que percebe exactamente aquilo que torna este tipo de jogos tão especial. Para quem gosta de XCOM 2, é praticamente impossível não encontrar aqui uma nova desculpa para perder dezenas de horas.
Star Wars Zero Company é uma excelente aposta para quem procura um bom jogo de estratégia por turnos. A influência de XCOM 2 é evidente, tanto no sistema de combate como na gestão da equipa, mas a adaptação ao universo Star Wars resulta muito bem. O sistema de cobertura, as habilidades, a personalização dos personagens e a importância do posicionamento tornam os combates variados e exigentes. Não revoluciona o género, mas apresenta uma fórmula bem executada e com conteúdo suficiente para manter o interesse durante a campanha.

Jogo de tudo um pouco, desde a minha primeira consola de jogos, a Master System II. Desde aí muita coisa mudou, mas a paixão e dedicação aos videojogos permaneceu intacta.
Apesar de jogar de tudo um pouco, desde FPS a RPG´s, sou grande adepto de Fighting games, como o Mortal Kombat e ainda de jogos de desporto automóvel, como o Forza Motorsport. Também não dispenso boas séries e bons filmes. Sou grande fã de animes desde muito cedo, onde tenho DragonBall e Naruto como séries de eleição.







