PlayStation Now – A renovação necessária

Há cerca de 4 meses que sou subscritor do PlayStation Now, serviço que me criou bastantes expectativas. Mas estará a corresponder?

Pelos 700 títulos e pelo, a meu ver, enorme potencial do serviço, não precisa, nem deve, ser só mais um na indústria. Necessita de uma renovação constante para se tornar mais competitivo e satisfazer os jogadores.

Quando a modernização da indústria ainda andava “adormecida”, lá para os lados de 2014, a Sony vem a público apresentar o PlayStation Now. Tudo quanto é à frente do seu tempo e exige mudança cria resistência nas pessoas, mas, com o tempo, tornou-se mais evidente que o futuro dos jogos poderia passar pelo streaming, quando se teve em conta as virtudes. Resumidamente, para quem ainda não está dentro ou não possui este serviço de subscrição da marca nipónica, estamos perante um género de Google Stadia, onde podes jogar variados títulos (mais de 700, neste caso, sem tempos de instalação ou demoras). Porém, a par dos seus rivais, existem prós e contras que devem ser considerados. Vamos ver as principais características!

Pontos Fortes:

Tal como referi no meu artigo sobre o Stadia, é inevitável não voltar a referir os tempos inexistentes de download/loading dos jogos, sendo este um dos territórios em que o streaming continua a ganhar adeptos. A facilidade e a comodidade permitem que muitos jogadores fiquem conquistados com a ideia de não serem obrigados a possuir consolas para jogar exclusivos PlayStation, que não conseguiriam doutra forma.

Agora que falamos em jogos, e ao contrário do Stadia, o PlayStation Now garante uma lista enorme de títulos, desde os exclusivos aos indie, passando pelos retro da PS2 e PS3 e com adições mensais sempre interessantes. Além disso, tem a possibilidade de descarregarem certos jogos para que possam desfrutar da experiência na consola, oferecendo as duas vertentes.

Exemplo de jogos mensais oferecidos pelo PS Now.

Outro aspeto bastante louvável é a possibilidade de jogar no PC, como já tinha deixado em aberto acima, onde podes continuar a desfrutar do catálogo, sempre via streaming, permitindo que computadores mais fracos não sejam um impedimento.

Certamente que, com todos estes aspetos positivos, poderia ser um candidato a concorrer com o Game Pass, mas a verdade é que nem tudo são rosas e a diferença será feita a seguir.

Pontos Negativos:

Preço! Atiro já para cima da mesa uma variável que tanto importa nos dias de hoje, por acréscimo da pandemia. Não é o preço do serviço em si, mas a existência de duas subscrições da PlayStation que poderiam estar unidas (ensaio que foi feito, a meu ver, no Plus Collection, numa união do catálogo cativante com os jogos mensais fortes). Nestes moldes, há a obrigação de ter de optar entre PlayStation Plus ou PlayStation Now, porque os dois superariam o orçamento (pelo menos se falarmos em termos mensais) da maioria das pessoas.

No que toca aos jogos, apesar do extenso catálogo, este nem sempre se traduz na qualidade, com muitos títulos a provirem de franquias de desporto, cujo jogos saem todos os anos, e outros a reduzirem-se a nomes pouco atraentes. Os exclusivos deveriam estar em maior presença para os jogadores (dou o exemplo de Days Gone, que só esteve disponível durante um tempo), bem como deveria ser dada mais primazia aos indies e jogos menos valorizados, mas com potencial, aqueles que não estamos dispostos a comprar individualmente. No fundo expandir a iniciativa PlayStation Indies e fazer algo mais aproximado do ID@Xbox.

Menu do PS Now no PC

De destacar, ainda, a má sincronização entre PC e consola que, muitas vezes, prejudica a questão dos troféus e da própria continuação do progresso do jogo. Esse aspeto é crucial para poder entregar a melhor experiência possível ao jogador, em qualquer dispositivo.

Conclusão:

Assim, o PlayStation Now é um serviço com grande potencial e que entrega horas a fio de jogo, mas que necessita de dar o próximo passo para começar a ser considerado como uma opção cativante inclusivamente para os jogadores PlayStation que são cada vez mais “puxados” pelo Game Pass, da rival Xbox.