LUMO 2 é um jogo que aposta na nostalgia, trazendo de volta aquele estilo de plataformas e puzzles em vista isométrica que era comum nos tempos dos primeiros computadores e consolas. É uma continuação direta do primeiro LUMO, mas diria que mais ambicioso, mais variado e mais cuidado no aspeto gráfico.
Desde o início dá para perceber que o jogo do estúdio Triple-Eh? foi desenvolvido com empenho, cheio de referências ao passado e com um toque artesanal em cada sala. Cada cenário tem a sua própria identidade, com temas e cores diferentes, e isso faz com que a progressão nunca se torne visualmente monótona.
A base do jogo é simples: o jogador avança por uma série de salas interligadas, cada uma com um pequeno desafio. Pode ser um puzzle, uma sequência de plataformas, uma armadilha escondida ou até um minijogo completamente diferente. Essa variedade é um dos pontos mais fortes de LUMO 2. Nunca se fica muito tempo a fazer a mesma coisa, e há sempre uma sensação de descoberta, de curiosidade pelo que vem a seguir. Além disso, o jogo incentiva a exploração com colecionáveis escondidos em locais difíceis de alcançar — patinhos de borracha, cassetes e outros segredos que apelam ao lado mais perfeccionista de quem gosta de completar tudo a 100%.
Visualmente, LUMO 2 é apelativo e detalhado. Os ambientes têm texturas ricas, uma boa iluminação e uma paleta de cores viva que combina bem com o estilo retro. Há um certo charme em ver um jogo que, mesmo sendo moderno, mantém aquele ar clássico de títulos mais antigos, mas com uma fluidez e uma nitidez que só os jogos atuais conseguem. A banda sonora também acompanha bem, com temas leves e atmosféricos que dão um toque acolhedor à nossa exploração.

Mas nem tudo é positivo. O maior problema de LUMO 2 é o controlo e a jogabilidade em si. O salto é demasiado leve, quase “flutuante”, o que torna difícil acertar nos movimentos mais precisos. Como o jogo é em vista isométrica, muitas vezes é complicado calcular a distância e perceber onde o nosso personagem vai cair. Isso faz com que falhemos saltos por milímetros, o que pode ser bastante frustrante quando acontece várias (e várias) vezes seguidas. Também há momentos em que o movimento parece lento demais, especialmente nas áreas mais abertas, e isso tira algum ritmo à aventura.
Outro ponto que podia ser melhor é a ausência de um mapa. Como há muitas salas e passagens secretas, é fácil perder a noção de onde já estivemos ou qual o caminho certo para avançar. Em alguns momentos, senti que andava em círculos só para tentar encontrar o próximo puzzle. Essa falta de orientação acaba por pesar mais à medida que o jogo avança e se torna maior e mais complexo.

Apesar dessas falhas, LUMO 2 tem um encanto especial. É um jogo que não tenta seguir as tendências modernas, mas sim reviver uma forma de jogar mais pausada e contemplativa. Há uma certa satisfação em resolver um puzzle difícil ou em encontrar um caminho escondido que parecia impossível de alcançar. Mesmo com os controlos imperfeitos, há algo recompensador na progressão, sobretudo para quem gosta de descobrir tudo o que um jogo tem para oferecer.

LUMO 2 é uma mistura de nostalgia e criatividade. É bonito, variado e tem bastante conteúdo, mas também é um jogo que exige paciência e alguma tolerância à frustração. Para quem aprecia desafios, gosta de explorar e tem saudades dos clássicos de plataformas isométricas, é uma experiência que vale a pena. Mas quem procura algo rápido, fluido e com controlo perfeito pode achar a experiência um pouco irregular. Ainda assim, é um jogo feito com alma, e isso sente-se em cada sala que exploramos.

Jogo de tudo um pouco, desde a minha primeira consola de jogos, a Master System II. Desde aí muita coisa mudou, mas a paixão e dedicação aos videojogos permaneceu intacta.
Apesar de jogar de tudo um pouco, desde FPS a RPG´s, sou grande adepto de Fighting games, como o Mortal Kombat e ainda de jogos de desporto automóvel, como o Forza Motorsport. Também não dispenso boas séries e bons filmes. Sou grande fã de animes desde muito cedo, onde tenho DragonBall e Naruto como séries de eleição.
